Honestidade, esperança, amor,
respeito... Essas são algumas características que uma boa pessoa teria.
Egoísmo, ódio, ignorância... Essas são as características que definiria uma
pessoa ruim. E no nosso mundo existem esses dois tipos de pessoa. Uma sociedade
perfeita teria somente pessoas boas, mas isso é impossível, pois os seres
humanos não são completamente bons, nem completamente malvados. Alguns somente
tem uma tendência maior para um desses lados. Porém todos, sem exceção, são um
tanto bons e um tanto malvados. Essa é a natureza humana, ao menos a mais pura.
É possível que alguns tenham perdido em demasia a capacidade de executarem um
ato de bondade, mas estes não seriam, de fato, humanos. Estes perderam a
humanidade, a cidadania, e o respeito dos demais humanos. Não é sem sentido que
muitos destes sejam considerados loucos. Um serial killer, quando preso, passa
por exames psicológicos, como se a maldade em alto nível não fosse algo
natural. Ora, apenas não é algo que costumam fazer frequentemente. Todos os
humanos possuem dentro de si o céu e o inferno. Porém há um truque.
“Não será alguém de bom
coração. Matando-o”, era o que o computador mostrava em seu monitor inúmeras
vezes. Todos os dias, sem pausa, o computador analisava milhares de crianças
logo depois de nascerem e determinavam quais deveriam continuar vivendo e quais
deveriam morrer. Somente as boas pessoas viviam e tinham o direito de
viver. Honestidade, esperança, amor,
respeito... Quem não tivesse as características corretas deveria ser morto. Sem
cessar, vidas eram julgadas unicamente por uma maquina. A grande maioria tinha
a vida arrancada e pouquíssimas crianças de fato viviam. Era uma peneiração,
mas todos aceitavam esse método, pois todos assim eram felizes. Na terra, então
só haveria os bons, não existiria mais o que temer. Não era mais necessário se
preocupar com roubos, estupros, assassinatos... Nas ruas, nos parques, nas
casas... Em todos os lugares os pensantes apreciavam um belo paraíso.